Hérnia umbilical: nem sempre é preciso operar
Em muitos casos, a hérnia umbilical do bebê fecha sozinha. Saiba como isso acontece e quando realmente é preciso pensar em cirurgia.
28 de jan. de 2026
Você sabia que cerca de 90 % das hérnias umbilicais em bebês desaparecem espontaneamente até os 5 anos de idade?
Essa é uma informação que costumo compartilhar com as mães no consultório para trazer mais tranquilidade, porque, na maioria das vezes, o corpo do bebê se encarrega de resolver sozinho.
Durante o desenvolvimento infantil, a musculatura abdominal vai se fortalecendo e o anel umbilical se fecha naturalmente. É um processo biológico e, na imensa maioria dos casos, dispensa qualquer intervenção cirúrgica.
Quando a cirurgia é indicada
Existem, no entanto, situações em que a cirurgia pode ser necessária:
A hérnia continua grande após os 4 ou 5 anos;
O abaulamento se torna doloroso, rígido ou muda de coloração;
Há suspeita de encarceramento (quando parte do intestino fica presa).
Nesses casos, indico uma avaliação com o cirurgião pediátrico para definir o melhor momento para a correção, sempre de forma segura e minimamente invasiva.
A importância do acompanhamento regular
No dia a dia, o acompanhamento com o pediatra é fundamental para observar a evolução da hérnia e garantir que o bebê esteja se desenvolvendo bem.
A consulta de rotina é o momento ideal para conversar sobre dúvidas, mostrar fotos do umbigo e receber orientação profissional individualizada.
Conclusão
Respire fundo, mãe. A hérnia umbilical do seu bebê provavelmente vai se resolver sozinha, sem dor e sem pressa.
Meu compromisso é cuidar com empatia e atenção, observando cada detalhe, respeitando o tempo de crescimento e garantindo a saúde do seu pequeno.

